sexta-feira, 9 de janeiro de 2009



Eu estive presa alguns tempos, eu sei. Alguns esperavam meu ressurgimento há anos. Mas eu fiquei presa. Na verdade, ninguém esperava um retorno, isso deve fazer parte de mais uma fantasia minha. Na verdade, ninguém da a mínima. Aliás, me diz o que é isso, se não um monte de baboseiras. Me diz o que é isso, se não um monte de vômito sublimado...Me diz o que é isso, se não um grande alimento do ego??? O poeta nunca quis morrer... Eu o fiz ressurgir, quem o soltou foi a solidão. Que ironia... Essa que prende, amarra e encadeira. Que irônica solidão. Essa que liberta prendendo... Essa que acaricia odiando. Nada mais que vômito sublimado. Choro engatado... Nada mais que falta de amigos e carícias. Nada mais do que sexo mal amado... Nada mais do que traição... Traição da esperança. A esperança é a primeira que mata. Alimenta e desnutre... Desidrata. È por isso que vivo desfomeada ou esfomeada. E tanta gente precisando de comida... Tanta gente fazendo guerra e tanta gente... Não dando a mínima!!!

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