Esse lance de existir ele ou ela atrapalha bastante a escrita.
Talvez devesse existir um êla ou éle. Alguma categoria que inclua os andrógenos, ou os que não estão em nenhuma categoria. Não que realmente eu esteja reivindicando a não permanência em nenhuma destas, mas a verdade é que às vezes meu alter-ego não pretende ser nem mulher, nem homem. Às vezes, penso começar como mulher, mas quando vejo já virei um velho, depois não sou nada, só vento. E então... Fico à deriva. Mas a licença poética pelo menos me permite ser eu mesma. Ou me permite pra qualquer coisa. Coisa que é difícil de se conseguir. Fico feliz por a literatura não ser, ou ter deixado de ser, tão convencional, quanto a minha mãe. Ultimamente, tenho percebido um fingimento da parte dela, em acreditar na minha inocência dos 10 anos. Eu nem penso em desacreditá-la, afinal, é até bom se sentir pura, às vezes.
Isso realmente pode estar parecendo um diário. Mas não é não. Aqui quem vos fala, sou eu. Alguém desprovido de amigos, parentes, irmãos. Alguém completamente só. Aquilo que você entende por um leão, em uma selva gigante. Dono apenas da sua área. E com pretensões de ser grandioso. Que nada! Apenas, só. Grande em sua solidão. Grandioso em si mesmo. Porque ele se basta. Alguém assim, realmente deve ser de uma prepotência tamanha, que realmente merecesse esse destino. Mas os outros animais da selva não percebem o truque. A juba é só um artifício pra disfarçar sua falta de coragem em se socializar. Seus dentes, pra assustar. Sua boca gigante não serve para falar. Mudez completa. Pretensão guardada e engolida.
Orgulho ferido, só não pela fama, que o precede.
3 comentários:
GUAHH!! muita coisa, muitos sentidos e no final nenhum sentido. Que interessante!
Soneto para nada dizer - Diogo Abreu
Caminhando pela selva
Sozinho e solitário
Viajante de mil léguas
Pensandante imaginário
E não há o que se nega
Ao sorriso de palhaço
Entendendo o que o cerca
Viajante em frangalhos
Nem tentei te afirmar
E quem dirá uma negação
Tais verdades que se há!
Para então danças a beira do vulcão
Espero não tudo isso internalizar
Sem Sentido é essa toda tua sensação
Bonjour! ça va? perdão se invadi a toca do lião de forma pretensiosa a colocar um poema, mas penso que esse escrito reflete o entendimento que tive sobre o que escreveu, coisas sem sentido, mas com um sentido próprio pra mim.
Abraços no nariz
namastê
Até...
"Alguém desprovido de amigos, parentes, irmãos. Alguém completamente só. Aquilo que você entende por um leão, em uma selva gigante. Dono apenas da sua área. E com pretensões de ser grandioso. Que nada! Apenas, só. Grande em sua solidão. Grandioso em si mesmo. Porque ele se basta." ... Já escrevi sobre algo parecido, só que com mais ceticismo.
De todo modo, minha mãe já não me vê com pureza, nem eu mesmo. O hedonismo e libido alta não permitem!
Bom rever teus textos! Há muito não os lia. Paz e cuide-se broto... Sinal de vida ;)
vamos atualizar esse blog né?!
ACORDA LIÃO!!!
beijos
Atualizei meu blog, da uma marocada la depois ok?! bjos
Até...
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